Gran­de gre­ve geral de 29 de março é posi­ti­va, mas deve ter con­ti­nui­da­de- Pri­mei­ra Linha

Um cla­mor gene­ra­li­za­do para­li­sou os prin­ci­pais seto­res indus­triais e eco­nó­mi­cos do País, com ampla reper­cus­som no trans­por­te aéreo, por estra­da e caminho de ferro, no setor ser­viços ‑com des­ta­que para o comér­cio, ensino, sani­da­de dos núcleos urba­nos, e nas uni­ver­si­da­des.

Pode­mos afir­mar com cla­ri­dom que o pro­le­ta­ria­do gale­go apoiou maciça­men­te a jor­na­da de gre­ve geral de 29 de março e o povo tra­balha­dor secun­dou com impo­nen­tes mani­fes­taçons a opo­siçom à refor­ma labo­ral do PP.

Um cla­mor gene­ra­li­za­do per­co­rreu de nor­te a sul, da cos­ta ao inte­rior, as fábri­cas, cen­tros de tra­balho e ensino da Gali­za, e ocu­pou com cen­te­nas de milha­res de pes­soas as ruas e as praças no que sem lugar a dúvi­da foi umha res­pos­ta con­tun­den­te à reacio­ná­ria polí­ti­ca eco­nó­mi­ca e social que o capi­ta­lis­mo espanhol, por meio dos gover­nos do PSOE e PP, leva imple­men­tan­do no últi­mo quin­qué­nio, seguin­do as dire­tri­zes dos orga­nis­mos impe­ria­lis­tas.

À mar­gem da gue­rra de cifras, da mani­pu­laçom mediá­ti­ca, da repres­som poli­cial, da obs­ce­na maquilha­gem com a que o governo de Rajói pre­ten­de redu­zir o impac­to da jor­na­da de lui­ta, a reali­da­de cons­ta­ta que amplos seto­res obrei­ros, juve­nis e popu­la­res estám dis­pos­tos a lui­tar para frear as agres­sons do Capi­tal.

A gre­ve gereal nom só para­li­sou os prin­ci­pais seto­res estra­té­gi­cos da eco­no­mia nacio­nal, nom só movi­men­tou de for­ma ati­va nas ruas cer­ca de meio milhom de gale­gas e gale­gos, foi umha demons­traçom do enor­me males­tar e indig­naçom social con­tra um sis­te­ma que nos con­de­na à misé­ria e pre­ten­de seguir des­truin­do boa par­te das cons­quis­tas atin­gi­das em déca­das de lui­ta orga­ni­za­da.

O Comi­té Cen­tral de Pri­mei­ra Linha mani­fes­ta a sua satis­façom polos resul­ta­dos da gre­ve geral de ontem e para­be­ni­za o pro­le­ta­ria­do e con­jun­to do povo tra­balha­dor gale­go pola enor­me liçom de lui­ta que expri­miu, pola com­ba­ti­vi­da­de e deter­mi­naçom em parar os pé da bur­gue­sia.

Porém a gre­ve de onte ‑a ter­cei­ra no últi­mo ano e meio, nom se pode con­ce­ber como umha jor­na­da iso­la­da, nom se deve abor­dar como umha res­pos­ta pon­tual para que as cúpu­las sin­di­cais do entre­guis­ta sin­di­ca­lis­mo espanhol reabram for­ta­le­ci­dos polo suces­so da con­vo­ca­tó­ria umha nego­ciaçom com o governo de Mariano Rajói para reto­car aspe­tos secun­dá­rios da refor­ma labo­ral em tro­ca de per­pe­tua­rem os pri­vi­lé­gios da sua mas­to­dôn­ti­ca maqui­na­ria buro­crá­ti­ca.

A imen­sa maio­ria das cen­te­nas de milha­res de gale­gas e gale­gos que ontem nom fomos tra­balhar, que ocu­pa­mos as ruas das cida­des e vilas dei­xa­mos cla­ro de for­ma taxa­ti­va e con­tun­den­te que o que que­re­mos é se reti­re a refor­ma labo­ral, e que se gover­ne ao ser­viço da imen­sa maio­ria social que con­for­ma­mos o povo tra­balha­dor.

Os Orça­men­tos Gerais do Esta­do que hoje apre­sen­tou o governo do PP cons­ta­tam que a equi­pa de Rajói nom vai reti­fi­car e sim con­ti­nuar pola caminho de mais agres­sons con­tra a maio­ria social. Fren­te a esta nova decla­raçom de gue­rra, só se pode res­pon­der com outra jor­na­da de lui­ta, com umha nova gre­ve geral.

Nom é momen­to de nego­ciar, de dia­lo­gar, é momen­to de pros­se­guir e apro­fun­dar na lui­ta obrei­ra e popu­lar con­tra o capi­ta­lis­mo, em criar con­diçons sub­je­ti­vas para parar o patro­na­to, a bur­gue­sia e os seus gover­nos, para ava­nçar em prol de umha rup­tu­ra polí­ti­ca e social con­tra o capi­ta­lis­mo espanhol, em ver­te­brar pola base uni­da­de obrei­ra e popu­lar à vol­ta de um pro­gra­ma anti­ca­pi­ta­lis­ta, anti-impe­ria­lis­ta, pola Inde­pen­dên­cia nacio­nal e o Socia­lis­mo.

Ontem pude­mos veri­fi­car nova­men­te umha evi­dên­cia: que a rua é o cen­tro de gra­vi­da­de para ava­nçar na cons­truçom des­tas ferra­men­tas de com­ba­te popu­lar que con­tri­buam a somar mais e mais tra­balha­do­ras e tra­balha­do­res, jovens, refor­ma­dos, mulhe­res, a umha estra­té­gia de lui­ta à mar­gem das agen­das elei­to­rais e inter­es­ses ins­ti­tu­cio­nais.

Mais de três déca­das de segun­da transiçom bour­bó­ni­ca cons­ta­tam o fra­ca­so da demo­cra­cia bur­gue­sa para garan­tir os direi­tos bási­cos da maio­ria, um sis­te­ma amplo de liber­ta­des indi­vi­duais e cole­ti­vos, para supe­rar o endé­mi­co atras­so e mar­gi­na­li­zaçom da Pátria.

Nom há, pois, mais alter­na­ti­va para nom ser­mos defi­ni­ti­va­men­te derro­ta­dos que que­brar com as lógi­cas polí­ti­cas impe­ran­tes na esquer­da polí­ti­ca e social, que gerar novas sinér­gias à vol­ta da orga­ni­zaçom e lui­ta popu­lar, que dotar-se de umha estra­té­gia revo­lu­cio­ná­ria.

Comi­té Cen­tral de Pri­mei­ra Linha

Gali­za, 30 de março de 2012

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