As caras da vora­ci­da­de bur­gue­sa- Pri­mei­ra Linha

Quem tenha segui­do com ate­nçom as aná­li­ses ela­bo­ra­das por Pri­mei­ra Linha há mais de umha déca­da, sabe que o atual cená­rio de dura ofen­si­va do Capi­tal con­tra o Tra­balho tem sido anun­cia­do de for­ma cons­tan­te polo nos­so partido.


As pági­nas do Abren­te som tes­te­munha de que a cri­se em cur­so do capi­ta­lis­mo senil e os pará­me­tros gerais das suas duras con­se­qüên­cias para o con­jun­to do pro­le­ta­ria­do e as cama­das popu­la­res gale­gas foi, em gran­des traços, prognosticada.

Nom sabía­mos nem quan­do nem como iria cris­ta­li­zar a cri­se, mas sabía­mos que a onda de expan­som do capi­ta­lis­mo nos paí­ses impe­ria­lis­tas esta­va atin­gin­do o seu final. Boa par­te da eco­no­mia mar­xis­ta revo­lu­cio­ná­ria nom sub­si­dia­da polas uni­ver­si­da­des defen­dia com fir­me­za e com dados rigo­ro­sos esta tese, mas qua­se nin­guém a leva­va real­men­te em conta.

Nós, com modés­tia, mas com fir­me con­vi­cçom, coin­ci­día­mos com esse prog­nós­ti­co. E fazía­mo-lo nom por­que pos­sua­mos bola de cris­tal nem varinha mági­ca. Como orga­ni­zaçom revo­lu­cio­ná­ria comu­nis­ta, empre­ga­mos a dia­lé­ti­ca mate­ria­lis­ta e o mate­ria­lis­mo his­tó­ri­co como ferra­men­tas de aná­li­se e inter­pre­taçom da reali­da­de. E qua­se todos os indi­ca­do­res aler­ta­vam do desas­tre que se esta­va a ges­tar e de que as polí­ti­cas eco­nó­mi­cas de Wasghin­ton e da Uniom Euro­peia só esta­vam a adiar arti­fi­cial­men­te a falência.

Quan­do, em ple­na bona­nça da déca­da de noven­ta, denun­ciá­va­mos a arti­fi­cial expan­som do capi­ta­lis­mo espanhol, por estar basea­da na espe­cu­laçom urba­nís­ti­ca, na cha­ma­da bolha finan­cei­ra do tijo­lo, a nos­sa opi­niom era cha­ma­da catas­tro­fis­ta e, no melhor dos casos, des­con­si­de­ra­da, pois o con­jun­to da esquer­da sis­té­mi­ca evi­ta­va ques­tio­nar a eufo­ria neo­li­be­ral e as suas nefas­tas influên­cias na cons­ciên­cia obrei­ra e popular.

O enor­me flu­xo de sub­sí­dios euro­peus à Gali­za con­tri­buia para paliar con­jun­tu­ral­men­te os efei­tos sociais da des­truiçom pla­ni­fi­ca­da da nos­sa eco­no­mia nacio­nal, faci­li­tan­do assim enor­me esta­bi­li­da­de ao fraguismo.

Fôrom fac­to­res exóge­nos à cri­se imo­bi­liá­ria e finan­cei­ra que esta­lou com a falên­cia de Leman Brothers em 2008, mas deri­va­dos do mode­lo de «des­en­vol­vi­men­to capi­ta­lis­ta», que ten­sio­ná­rom de for­ma incons­tan­te e espo­rá­di­ca a socie­da­de gale­ga a iní­cios de século.

«A cul­pa de quem é?, do governo do PP!»

O desas­tre socio­am­bien­tal do Pres­ti­ge é expres­som de umha das cri­ses para­le­las que acom­panham a atual cri­se glo­bal do capi­ta­lis­mo senil. A cri­se eco­ló­gi­ca que em 2002 agi­ta a socie­da­de gale­ga deri­va de um mode­lo ener­gé­ti­co obso­le­to e esgo­ta­do, mas con­subs­tan­cial ao capi­ta­lis­mo senil.

A pos­te­rior ofen­si­va mili­tar impe­ria­lis­ta con­tra o Afe­gan­si­tam e o Ira­que ‑jus­ti­fi­ca­da polos obs­cu­ros acon­te­ci­men­tos do 11 de setem­bro de 2001 em Nova Ior­que- e as suas expres­sons em ver­som espanho­la (Lei de par­ti­dos, refor­mas cons­tan­tes do Códi­go Penal, incre­men­to expo­nen­cial da repres­som, cor­te das liber­da­des, mili­ta­ri­zaçom) vol­ta a ten­sio­nar a nos­sa espe­cí­fi­ca for­maçom social. A pre­se­nça de Aznar na des­pre­zí­vel reuniom dos Aço­res com Bush e Blair con­tri­bui para o des­en­vol­vi­men­to do movi­men­to con­tra a guerra.

O pri­mei­ro gran­de avi­so da nova estra­té­gia de des­truiçom do ensino públi­co que foi a refor­ma uni­ver­si­tá­ria da LOU gerou umha ampla res­pos­ta estu­dan­til, mas tam­bém pro­vo­cou umha pro­fun­da frus­traçom que ani­qui­lou o movi­men­to estu­dan­til gale­go, que ain­da só ago­ra começa a superar.

No entan­to, nes­tes três casos o movi­men­to social agiu sem­pre seguin­do frá­geis dis­cur­sos super­fi­ciais que evi­tam pene­trar no cer­ne dos pro­ble­mas. Nom se ques­tio­na­va o sis­te­ma, redu­zin­do o pro­ble­ma ao governo do PP e a soluçom a umha sim­ples alter­nán­cia política.

O Fra­ga nom, Fra­ga nom, Fra­ga nom! gerou um amplo movi­men­to social que cata­li­sou a indig­naçom pola catás­tro­fe do Pres­ti­ge, a con­de­na do apoio do Esta­do espanhol às aven­tu­ras mili­ta­res ian­ques com a opo­siçom à LOU, mas sem­pre inca­paz de des­preen­der-se da mio­pia elei­to­rei­ra que PSOE, BNG e IU imprimírom.

O mes­mo tinha acon­te­ci­do com as refor­mas labo­rais imple­men­ta­das pre­via­men­te polo governo de Aznar. Mes­mo ten­do sido res­pon­di­das com duas gre­ves gerais em 2001 e 2002, nom tivé­rom continuidade.

Em nen­gum momen­to o movi­men­to popu­lar foi capaz de com­preen­der o fio con­du­tor que devia uni­fi­car as lui­tas e que deman­da umha muda­nça geral estra­té­gi­ca na esquer­da social.

Para­do­xal­men­te, o auge da lui­ta de mas­sas coin­ci­de com o iní­cio da gra­ve cri­se inter­na ain­da em pleno des­en­vol­vi­men­to na atua­li­da­de, que pro­vo­cou a pro­gres­si­va hemo­rra­gia elei­to­ral do BNG e basi­ca­men­te a sua inca­pa­ci­da­de para gerar entu­sias­mo como alternativa.

O elei­to­ra­lis­mo e o cur­to­pra­zis­mo ins­ta­la­dos nas for­maçons da «esquer­da» com pro­jeçom de mas­sas, e o sub­me­ti­men­to do sin­di­ca­lis­mo e da maio­ria dos movi­men­tos sociais a essa lógi­ca, este­ri­li­za­vam estes fenó­me­nos de lui­ta de mas­sas, redu­zin­do-os a sim­ples epi­só­dios iso­la­dos que cana­li­zam o mal-estar social, mas nom per­mi­tem acu­mu­laçom de forças para ver­te­brar o blo­co his­tó­ri­co transformador.

Mira­gens e frustraçons

A che­ga­da de Zapa­te­ro ao governo espanhol em 2004 e, pos­te­rior­men­te, o efé­me­ro governo bipar­ti­do na Jun­ta (2005−2009) aju­dá­rom a diluir e des­mo­vi­men­tar a lui­ta de mas­sas. As duas nefas­tas expe­riên­cias nom ser­ví­rom para ava­nçar na cons­ciên­cia popu­lar, obrei­ra e nacio­nal. Nom só dei­xá­rom mau sabor de boca entre quem depo­si­tou espe­ra­nças, como incre­men­tá­rom o des­cré­di­to da polí­ti­ca e o com­pro­mis­so social.

A derro­ta do pro­le­ta­ria­do meta­lúr­gi­co do sul da Gali­za na gre­ve de 2007 foi deter­mi­nan­te para que­brar de raíz o tími­do e con­tra­di­tó­rio, mas emer­gen­te, pro­ces­so de lui­ta obrei­ra que começa­va a emer­gir. O patro­na­to nom duvi­dou em empre­gar toda a sua artilha­ria para des­truir o gros­so da van­guar­da pro­le­tá­ria, para assim cer­cear as pos­si­bi­li­da­des de ini­ciar um pro­ces­so de reor­ga­ni­zaçom do movi­men­to obrei­ro, deri­va­do da incor­po­raçom de umha nova geraçom for­ja­da na lui­ta con­se­qüen­te que acre­di­ta­va na neces­si­da­de do com­ba­te dire­to con­tra as forças coer­ci­ti­vas do Capi­tal. Estes suces­sos tivé­rom um efei­to peda­gó­gi­co exem­pla­ri­zan­te que pro­vo­cou um cons­tran­gi­men­to das gre­ves, dis­ci­pli­nan­do o movi­men­to obrei­ro. Nova­men­te cons­ta­tá­rom-se as limi­taçons do sin­di­ca­lis­mo real­men­te ope­ran­te no País e a neces­si­da­de de cons­truir um pro­je­to estra­té­gi­co supe­ra­dor das prá­ti­cas pac­tis­tas, con­ci­lia­do­ras e buro­crá­ti­cas hege­mó­ni­cas no sin­di­ca­lis­mo galego.

As recen­tes gre­ves gerais de setem­bro do ano pas­sa­do e janei­ro des­te ano nom pas­sá­rom de fogos de arti­fí­cio que embo­ra ten­sio­nem e mobi­li­zem a clas­se tra­balha­do­ra, ao nom esta­rem inse­ri­das num plano estra­té­gi­co de lui­ta, aca­bam refo­rçan­do o des­cré­di­to no sin­di­ca­lis­mo, geran­do con­fu­sio­nis­mo e mais frustraçom.

Direçom e cons­ciên­cia obreira

Na hora de inter­pre­tar as cau­sas dos pau­la­ti­nos fra­cas­sos do com­ba­te popu­lar da últi­ma déca­da, ain­da que se tenham dado con­diçons obje­ti­vas favo­rá­veis que gerá­rom enor­me poten­cia­li­da­de sub­je­ti­va ‑mas que lite­ral­men­te foi des­apro­vei­ta­da- nom pode­mos des­con­si­de­rar que todas estas lui­tas care­cê­rom de umha direçom obrei­ra. A linha dis­cur­si­va, tabe­las rei­vin­di­ca­ti­vas e obje­ti­vos polí­ti­cos ou bem esta­vam hege­mo­ni­za­da pola peque­na bur­gue­sia pro­gres­sis­ta ou bem por umha buro­cra­cia sin­di­cal mais pró­xi­ma des­ses inter­es­ses que dos do proletariado.

O resul­ta­do foi o refo­rça­men­to da ideo­lo­gia domi­nan­te e um cada vez maior divór­cio entre a bai­xa cons­ciên­cia obrei­ra, popu­lar e nacio­nal e as forças polí­ti­cas e sociais que de pará­me­tros tan­to refor­mis­tas como revo­lu­cio­ná­rios agi­mos no seu interior.

O des­mem­bra­men­to em cur­so da cons­ciên­cia obrei­ra apro­fun­dou na per­da de iden­ti­da­de de umha clas­se que acre­di­ta­va cega­men­te no dis­cur­so domi­nan­te do fim da lui­ta de clas­ses e do mito da cida­da­nia como novo sujei­to uni­fi­ca­dor de umha socie­da­de que ia pro­gres­si­va­men­te diluin­do as dife­re­nças sociais. A era das hipo­te­cas esti­mu­la­va o con­su­mis­mo, faci­li­tan­do que umha par­te con­si­de­rá­vel do povo tra­balha­dor man­ti­ves­se um rit­mo de vida supe­rior as suas pos­si­bi­li­da­des reais. O maras­mo ins­ta­lou-se no seio da clas­se obrei­ra, difi­cul­tan­do a orga­ni­zaçom e des­ar­man­do a sua capa­ci­da­de de luita.

Os aler­tas lança­dos por umha tes­te­munhal esquer­da revo­lu­cio­ná­ria nom fôrom con­si­de­ra­dos, como ago­ra tam­pou­co se acre­di­ta na pro­fun­di­da­de da cri­se. A clas­se tra­balha­do­ra que res­pon­deu de for­ma maciça a algumhas das pri­mei­ras agres­sons glo­bais do neo­li­be­ra­lis­mo man­tém ingé­nuas espe­ra­nças na «recu­pe­raçom eco­nó­mi­ca» e vol­ta ao «esta­do do bem-estar» que pro­me­te a partitocracia.

Tal como os avi­sos da ofen­si­va bur­gue­sa fôrom daque­la erro­nea­men­te acha­ca­dos ao governo reacio­ná­rio de Aznar, a atual situaçom é res­pon­sa­bi­li­za­da no PSOE de Zapa­te­ro e Rubal­ca­ba. Nom há pior cego que aque­le que nom quer ver.

O bai­xo nível de cons­ciên­cia social­men­te com­par­tilha­da deri­va­do da des­mo­bi­li­zaçom gera­da pola derro­ta na Transiçom e pos­te­rior­men­te a des­fei­ta pro­vo­ca­da pola que­da da URSS, pro­vo­cou um desar­me ideo­ló­gi­co geral que per­mi­te enten­der­mos a carên­cia de umha visom estra­té­gi­ca, que à sua vez assen­ta na derro­ta de 1936. Cho­ve no molhado.

Porém, nom se pode cair no derro­tis­mo. A reali­da­de nom é está­ti­ca, está em con­tí­nuo movi­men­to. E as mas­sas em lui­ta e sobre­to­do orga­ni­za­das pode­mos mudar o cur­so da his­tó­ria que nos tenhem escri­to FMI, Ban­co Cen­tral Euro­peu, Comis­som Euro­peia e a nova Deutschland.

Os outo­nos quen­tes som sim­ples manchetes

Os meios de comu­ni­caçom da bur­gue­sia venhem empre­gan­do de for­ma cons­tan­te fór­mu­las como “outono quen­te” para defi­nir o habi­tual incre­men­to da con­fli­tuo­si­da­de labo­ral que se pro­duz após a para­gem estival.

Lamen­ta­vel­men­te, é um sim­ples recur­so jor­na­lís­ti­co que nom se cons­ta­ta. O incre­men­to do empo­bre­ci­men­to e per­da de poder aqui­si­ti­vo entre as cama­das popu­la­res nom está a ser acom­panha­do por um aumen­to da lui­ta social.

O mal-estar e des­con­ten­ta­men­to social é gene­ra­li­za­do, mas tam­bém o é a resig­naçom e o maras­mo. O indi­vi­dua­lis­mo e a carên­cia de umha alter­na­ti­va de lui­ta com pro­jeçom de mas­sas que esti­mu­le e sacu­da a pará­li­se segue fir­me­men­te ins­ta­la­da na nos­sa classe.

A bur­gue­sia ain­da con­ser­va pra­ti­ca­men­te intac­ta a sua hege­mo­nia ideo­ló­gi­ca e legi­ti­mi­da­de social.

A cas­ta polí­ti­ca corrup­ta dos par­ti­dos sis­té­mi­cos man­tém a esta­bi­li­da­de do sis­te­ma difi­cul­tan­do a revol­ta. O sin­di­ca­lis­mo sub­si­dia­do renún­cia a abrir o ciclo de lui­tas. O sis­te­ma cons­cien­te das suas fra­que­zas e vul­ne­ra­bi­li­da­de faci­li­ta a aber­tu­ra de umha vál­vu­la con­tro­la­da de esca­pe das enor­mes ten­sons acu­mu­la­das, des­con­ges­tio­nan­do-as, faci­li­tan­do res­pos­tas este­ri­li­zan­tes como a repre­sen­ta­da polo conhe­ci­do como movi­men­to [email protected] [email protected]

Porém, é umha sim­ples ques­tom de tem­po. A reali­da­de é tei­mo­sa e nom enga­na. Já nom se pode maquilhar e mui­to menos ocul­tar que esta­mos assis­tin­do à maior ofen­si­va da bur­gue­sia con­tra o mun­do do tra­balho, com as suas con­se­qüên­cias espe­cí­fi­cas sobre aque­les seg­men­tos mais des­pro­te­gi­dos: as mulhe­res e a juventude.

Sob a jus­ti­fi­caçom da cri­se o Capi­tal tem ace­le­ra­do a des­re­gu­la­ri­zaçom da legis­laçom labo­ral e adop­ta­do umha bate­ria inte­gral de medi­das ten­den­tes a des­truir a tota­li­da­de das con­quis­tas obrei­ras e popu­la­res fru­to de déca­das e déca­das de lui­tas. O incre­men­to da exclu­som social, o empo­bre­ci­men­to e a emi­graçom som as três con­se­qüên­cias imediatas.

Soli­ci­tam aus­te­ri­da­de para enriquecer

A neces­si­da­de de aus­te­ri­da­de é o engano para pri­va­ti­zar ser­viços públi­cos e faci­li­tar reduçom de salá­rios e pen­sons, para incre­men­tar horá­rios labo­rais e a pro­du­ti­vi­da­de, para supri­mir aju­das sociais, para nor­ma­li­zar con­tra­tos pre­cá­rios e eventuais.

Mas todas estas medi­das vam acom­panha­das por um incre­men­to da taxa de lucro das gran­des empre­sas e por fabu­lo­sos negó­cios deri­va­dos da pri­va­ti­zaçom e o espó­lio dos recur­sos públicos.

A Gali­za aca­bou de assis­tir em silên­cio à des­truiçom do seu sis­te­ma finan­cei­ro autóc­to­ne com a fusom das duas cai­xas de afo­rro e a pos­te­rior ban­ca­ri­zaçom, e pos­te­rior­men­te à abso­rçom do Ban­co Pas­tor por umha enti­da­de espanho­la. O pri­mei­ro pro­ces­so ain­da nom fina­li­zou, até que o Ban­co de Espanha opte por repri­va­ti­zar NGB entre­gan­do assim os afo­rros de déca­das de cen­te­nas de milha­res de tra­balha­do­ras e tra­balha­do­res gale­gos a preço de sal­do ao melhor postor.

A clas­se obrei­ra está pagan­do a cri­se finan­cei­ra e o País pade­ce umha ace­le­raçom na des­truiçom da sua eco­no­mia, incre­men­tan­do a depen­dên­cia secu­lar do pro­je­to nacio­nal espanhol que só pro­cu­ra des­truir a nos­sa naçom.

Mas, sal­vo espo­rá­di­cas e tími­das res­pos­tas, semelha que aqui vamos atu­rar todo o que se nos bote por cima. Mejam por nós e dize­mos que cho­ve. As refor­mas mili­oná­rias blin­da­das polos dire­ti­vos de Cai­xa Gali­cia e Cai­xa Nova no pro­ces­so de fusom, bem conhe­ci­das pre­via­men­te polo PP, PSOE e BNG, assim como polos sin­di­ca­tos, deve­ria ter pro­vo­ca­do um esta­li­do social, pois a indig­naçom é cla­ra­men­te insu­fi­cien­te e as orde­na­das con­cen­traçons dian­te das ins­ta­laçons care­cem de cre­di­bi­li­da­de algumha.

A impli­caçom da cas­ta polí­ti­ca que ocu­pa as ins­ti­tuiçons auto­nó­mi­cas no últi­mo escán­da­lo conhe­ci­do de corru­pçom, a ope­raçom Cam­peom, devia ter pro­vo­ca­do um esta­li­do social, mas a indig­naçom nom dá um pas­so para adiante.

As deman­das da CEOE para emba­ra­te­cer ain­da mais o des­pe­di­men­to deve­riam ter pro­vo­ca­do umha res­pos­ta ime­dia­ta mais alá de um sim­ples comu­ni­ca­do de imprensa.

Porém, as prá­ti­cas polí­ti­cas e sin­di­cais que hege­mo­ni­zá­rom o movi­men­to popu­lar nas últi­mas três déca­das per­mi­tem expli­car a ato­nia e parálise.

20 novem­bro

O show elei­to­ral pro­mo­vi­do pola par­ti­to­cra­cia gera expe­ta­ti­vas cons­truin­do umha fal­sa reali­da­de sobre a nos­sa capa­ci­da­de cole­ti­va de con­di­cio­nar o futu­ro median­te o voto. Nada vai mudar 20 de novem­bro. Ao mar­gem de cer­tos mati­zes dá igual quem ganhe. PSOE e PP som duas caras da mes­ma moe­da. E as alter­na­ti­vas à sua «esquer­da» de ámbi­to gale­go ou espanhol tenhem demons­tra­do serem umha fraude.

Esse dia o melhor é nom pisar os seus colé­gios eleitorais.

A úni­ca alter­na­ti­va viá­vel é a Revo­luçom Gale­ga. Esta será con­se­qüên­cia de umha insu­rreiçom obrei­ra e popu­lar. Este é o rotei­ro das comu­nis­tas gale­gas. Todo o res­to já se conhe­ce. Leva­mos agüen­tan­do sobre as cos­tas mais de três déca­das de enga­nos e isto cada vez vai para pior.

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