Que nom deci­dam por nós. Em defe­sa do empre­go e das pen­sons: 27 de janei­ro gre­ve geral na Gali­za – MNG

230111_greve_geral_na_galiza

MNG . Esta­mos assis­tin­do a umha situaçom de cri­se estruc­tu­ral do sis­te­ma capi­ta­lis­ta no seu con­jun­to que está ao bor­de do colap­so e da que pre­ten­dem sair car­gan­do sobre as cos­tas das per­soas mais des­fa­vo­re­ci­das o cus­to da sua ava­ri­cia.

Enca­minham-nos cara um futu­ro onde as des­igual­da­des cada vez som mais pro­fun­das. A pobre­za esta glo­ba­li­za­da e sufrem-na as mulhe­res fun­da­men­tal­men­te.

O governo do PSOE, com o apoio do PP, ple­gou-se total­men­te aos intere­ses do gram capi­tal e com a des­cul­pa da cri­se estam a impor recor­tes sociais e de direi­tos. Pola con­tra, os cau­san­tes des­ta situaçom estam a rece­ber do Esta­do aju­das de milha­res de milhons de euros.

As ver­da­dei­ras víti­mas des­ta cri­se, esta­mos a pagar estas refor­mas a cos­ta dos nos­sos direi­tos e dos nos­sos petos. Como ejem­plos: a eli­mi­naçom da aju­da de 426 euros as pes­soas para­das sem sub­sí­dio nem pres­taçom por des­em­pre­go; a subi­da dos ser­viços bási­cos (luz, gás…); o aumen­to da pre­ca­rie­da­de com a refor­ma labo­ral; a suba da impo­siçom indi­rec­ta máis regre­si­va; a imi­nen­te refor­ma das pen­sons…

O sis­te­ma PÚBLICO de pen­sons goza de boa saú­de, com um supe­rá­vit em 2009 de 8.500 milhons de euros, e um Fun­do de Reser­va, os exce­den­tes da Segu­ri­da­de Social, de 65.000 milhons de euros (6% do PIB).

A refor­ma do sis­te­ma de pen­sons pre­ten­de, entre outras cou­sas:

• Arrui­nar o mode­lo públi­co, para pri­va­ti­zar o sis­te­ma e poder espe­cu­lar.

• Atra­sar a ida­de legal de jubi­laçom de 65 a 67 anos e ampliar a base de coti­zaçom nece­sa­ria o que supo­rá redu­zir um 15% a quan­tia da pen­som méia.

• Limi­tar o aces­so e a quan­tia das pen­sons de viu­de­da­de e orfan­da­de.

Nas con­diçons atuais de tem­po­ra­li­da­de, pre­ca­rie­da­de e des­em­pre­go, a maior par­te das pes­soas tra­balha­do­ras actuais nom cum­pri­rá jamais os requi­si­tos míni­mos para ace­der a uma pen­som que cubra as suas neces­si­da­des bási­cas, o qual afec­ta­ra-nos espe­cial­men­te às mulhe­res,

Na Gali­za a taxa de des­em­pre­go femi­ni­na segue sen­do maior que a mas­cu­li­na. Ade­mais, as mulhe­res segui­mos sen­do ampla maio­ria nas cate­go­rias mais pre­cá­rias, tan­to na qua­li­da­de do empre­go (tem­po­ra­li­da­de, tem­po par­cial, subem­pre­go), como de des­em­pre­go (lon­ga duraçom, sem empre­go ante­rior, sem pres­taçom de des­em­pre­go). Os nos­sos ren­di­men­tos e as nos­sas pen­sons som mui­to meno­res e em mui­tos casos inexis­ten­tes, ape­sar de que­tra­balha­mos mui­tas mais horas. Em defi­ni­ti­va, a situaçom das mulhe­res é dra­má­ti­ca, pois segun­do a cri­se gene­ra­li­za-se a todos os seto­res, somos as pes­soas pior situa­das as que mais a sofri­mos.

Se até ago­ra a nos­sa vida labo­ral trans­co­rría entre des­em­pre­go ou postos de tra­ba­llo máis pre­cá­rios, com meno­res salá­rios (ate um 30% menos que os homes), com con­tra­tos a tem­po par­cial ou des­pe­di­men­tos em caso de gra­vi­dez, nom é difí­cil ima­xi­nar o futu­ro que nos depa­ram.

A reduçom do gas­to públi­co vai ter gra­vis­si­mas reper­cu­sons, entre outras: a reduçom do empre­go públi­co, recor­tes nos inves­ti­men­tos de ser­vi­zos sociais, esco­las infan­tis, resi­dên­cias, come­do­res,…, o que fai mais difí­cil a incor­po­raçom das mulhe­res aos postos de tra­balho; á pri­va­ti­zaçom dá edu­caçom e da sani­da­de públi­ca, carre­gan­do sobre as cos­tas das mulhe­res a ate­nçom das pes­soas depen­den­tes, doen­tes e das cria­nças e pes­soas maio­res.

O que se nos tra­ta de impor é um sis­te­ma polí­ti­co-eco­nó­mi­co no que, o capi­ta­lis­mo mais sal­va­gem alia-se com o patriar­ca­do. A vol­ta das mulhe­res ao fogar pro­por­cio­na­rá às empre­sas homens total­men­te dis­po­ní­vels e, como úni­cos sus­ten­ta­do­res, abso­lu­ta­men­te sumi­sos ao poder.

Nom pode­mos as femi­nis­tas calar nes­te momen­to, temos que defen­der o nos­so direi­to a um posto tra­balho, numhas con­diçons, e com um sala­rio dignos.Tem-se que escoi­tar a nos­sa voz, pois temos mui­to que dizer, a defes­sa das con­quis­tas no eido labo­ral tem mui­to que ver com a lui­ta do move­men­to femi­nis­ta. Nom pode­mos con­sen­tir que se menos­pre­ce o no nos­so tra­balho, mas para eso temos que estar fir­mes e uni­das, plan­te­jan­do as nos­sas alter­na­ti­vas. Nom pode­mos ficar mudas.

Por iso apoia­mos a gre­ve geral con­vo­ca­da pola CIG para o 27 de janei­ro na Gali­za.

Este 27 de janei­ro tem que ser umha jor­na­da de lui­ta, e par­ti­ci­paçom acti­va das femi­nis­tas nas mobi­li­zaçons, com apoio total a gré­ve geral para dizer alto e for­te:

Que nom deci­dam por nós.

Nom a refor­ma das pen­sons que con­de­na as mulle­res á pre­ca­rie­da­de.

Por­que nom pode­mos ser cúm­pli­ces dum retro­ce­so his­tó­ri­co nas con­diçons de vida da maio­ria da povaçom na Gali­za , mas sobre todo nom que­re­mos ser cúm­pli­ces no retro­ce­so dos nos­sos direi­tos como mulhe­res con­que­ri­dos tras sécu­los de lui­ta.

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