ASEH de Lis­boa fren­te al pro­ce­so abier­to en Eus­kal Herria – Aska­pe­na

La aso­cia­ción ASEH reali­zó un encuen­tro (en el que apro­ve­cha­ron para ir a la emba­ja­da espa­ño­la en Lis­boa) al que tam­bién acu­die­ron compañeros/​as de Asso­ciação terem fala­do y ade­más nos han hecho lle­gar un docu­men­to en el que con moti­vo de la con­me­mo­ra­ción de la cons­ti­tu­ción espa­ño­la recuer­dan el carác­ter repre­si­vo de los esta­dos espa­ñol y fran­cés res­pec­to a Eus­kal Herria y la apues­ta de la izquier­da inde­pen­den­tis­ta por abrir un pro­ce­so que supere el con­flic­to polí­ti­co-arma­do, asi como el res­pal­do a este pro­ce­so tan­to den­tro como fue­ra de Eus­kal Herria. Os deja­mos el tex­to en por­tu­gués:

A Asso­ciação de Soli­da­rie­da­de com Eus­kal Herria (País Bas­co) e a Eus­kal Herria­ren Lagu­nak (Ami­gos do País Bas­co), em con­jun­to com a Aska­pe­na, decla­ram o seu apoio às ten­ta­ti­vas de se abrir o caminho para a paz com base na nego­ciação e no reconhe­ci­men­to da auto­de­ter­mi­nação do povo bas­co. Várias forças polí­ti­cas e sociais tra­balham para abrir um pro­ces­so de paz que con­du­za ao fim do con­fli­to. Em todo o mun­do, diver­sas orga­ni­zações e per­so­na­li­da­des, entre os quais os Nobel da Paz Des­mond Tutu, John Hume e Betty Williams, demons­tra­ram o seu apoio às decla­rações da esquer­da inde­pen­den­tis­ta bas­ca. Con­tu­do, o Esta­do espanhol man­tém a sua pos­tu­ra autis­ta em relação às movi­men­tações e às toma­das de posição de diver­sas forças polí­ti­cas e sociais bas­cas.

No dia em que o Esta­do espanhol come­mo­ra a sua Cons­ti­tuição, que­re­mos denun­ciar o seu carác­ter anti­de­mo­crá­ti­co, que tão bem se reflec­te no tex­to que expres­sa que a Cons­ti­tuição “se fun­da­men­ta na indis­so­lú­vel uni­da­de da Nação espanho­la, pátria comum e indi­vi­si­vel de todos os espanhóis” e que “as Forças Arma­das, cons­ti­tuí­das pelo Exér­ci­to da Terra, a Arma­da e o Exér­ci­to do Ar, têm como mis­são (…) defen­der a sua inte­gri­da­de terri­to­rial”.

Des­de que o con­fli­to se inten­si­fi­cou, em 1959, com o sur­gi­men­to da Eus­ka­di Ta Aska­ta­su­na – Pátria Bas­ca e Liber­da­de (ETA), o Esta­do espanhol assas­si­nou 465 cida­dãos bas­cos. Entre a socie­da­de bas­ca, hou­ve 50 mil pes­soas deti­das por moti­vos polí­ti­cos. Des­sas 50 mil, 10 mil denun­cia­ram haver sido tor­tu­ra­das e 7 mil fica­ram pre­sas. 2500 tive­ram de aban­do­nar o País Bas­co para fugir à repres­são esta­tal e exi­lar-se nou­tros paí­ses. Esta é a reali­da­de bru­tal que o Esta­do espanhol ten­ta escon­der.

Nes­te momen­to, o povo bas­co não pode lutar de for­ma pací­fi­ca pela inde­pen­dên­cia e pelo socia­lis­mo. O Esta­do espanhol fechou as por­tas a uma solução pací­fi­ca atra­vés da ile­ga­li­zação do Bata­su­na e de outros par­ti­dos, das orga­ni­zações juve­nis Jarrai, Hai­ka e Segi, da proibição de jor­nais como o Egin e o Egun­ka­ria , da per­se­guição a sin­di­ca­lis­tas do LAB e a acti­vis­tas da orga­ni­zação Aska­pe­na.

Há cer­ca de 700 pre­sos polí­ti­cos bas­cos nas pri­sões espanho­las e fran­ce­sas. Mui­tos deles só por deli­to de opi­nião ou por par­ti­ci­pa­rem paci­fi­ca­men­te em orga­ni­zações, entre­tan­to, ile­ga­li­za­das. É o caso, por exem­plo, do diri­gen­te inde­pen­den­tis­ta Arnal­do Ote­gi.

O País Bas­co é cons­ti­tuí­do por sete regiões, qua­tro no Esta­do espanhol e três no Esta­do fran­cês. Cer­ca de três milhões de pes­soas vivem em Eus­kal Herria, nome que se dá ao País Bas­co em eus­ka­ra, a lín­gua bas­ca. Efec­ti­va­men­te, Eus­kal Herria sig­ni­fi­ca «terra do eus­ka­ra», que é a lín­gua viva mais anti­ga da Euro­pa.

O País Bas­co foi inde­pen­den­te duran­te vários sécu­los até à ocu­pação defi­ni­ti­va por par­te dos Esta­dos espanhol e fran­cês. Nes­se momen­to, o rei­no dos bas­cos rece­bia o nome de Nava­rra. Des­de então, nun­ca se dei­xa­ram assi­mi­lar e sem­pre luta­ram por man­ter a sua cul­tu­ra e por recon­quis­tar a inde­pen­dên­cia.

Nos dias de hoje, pode abrir-se uma nova por­ta à espe­ra­nça. Nela resi­de a paz e a nego­ciação. Daí pode resul­tar um pro­ces­so demo­crá­ti­co que garan­ta a nor­ma­li­zação polí­ti­ca do con­fli­to onde todos os pro­jec­tos tenham os mes­mos direi­tos e garan­tias, incluin­do o da inde­pen­dên­cia e do socia­lis­mo. Isso depen­de dos Esta­dos espanhol e fran­cês.

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