Ote­lo Sarai­va de Car­valho defen­de em Ferrol um mode­lo de demo­cra­cia dire­ta- Dia­rio Liberdade

091010_otelo01 Diá­rio Liber­da­de – Com os seus 74 anos, Ote­lo mos­trou umha gran­de vita­li­da­de e con­vi­cçons revo­lu­cio­ná­rias em torno da ideia da demo­cra­cia direta.

Orga­ni­za­da pola asso­ciaçom cul­tu­ral ferro­la­na Lefre de Cal­de­re­ta, a pales­tra do mais conhe­ci­do dos “capi­táns de Abril” entu­sias­mou as mais de 250 pes­soas que lota­vam a sala da Fun­daçom “Cai­xa Gali­cia” onde decorreu.

De manei­ra brilhan­te, Ote­lo repas­sou a tra­je­tó­ria que, des­de o iní­cio da Gue­rra Colo­nial por­tu­gue­sa até a Revo­luçom dos Cra­vos, levou um gru­po de mili­ta­res a con­ce­ber e execu­tar umha ope­raçom tec­ni­ca­men­te per­fei­ta que derru­bou a dita­du­ra fascista.

Com um públi­co total­men­te aga­rra­do ao dis­cur­so do con­fe­ren­cis­ta, este lem­brou a sua pró­pria evo­luçom pes­soal, como jovem mili­tar que foi adqui­rin­do cons­ciên­cia polí­ti­ca e com­preen­den­do a neces­si­da­de de apoiar a inde­pen­dên­cia dos povos afri­ca­nos e de liber­tar o povo por­tu­guês de mais de qua­tro déca­das de fascismo.

Ote­lo vol­tou a sublinhar a sua visom do pro­ces­so revo­lu­cio­ná­rio, que con­ce­bia e con­ce­be ain­da como a cons­truçom de umha ver­da­dei­ra demo­cra­cia socia­lis­ta, com um sis­te­ma de par­ti­ci­paçom dire­ta do povo na sua cons­truçom. Umha con­ceçom que seria derro­ta­da no perío­do pós-revo­lu­cio­ná­rio, em favor do mode­lo bur­guês repre­sen­ta­ti­vo fomen­ta­do pola direi­ta e o Par­ti­do Socia­lis­ta de Mário Soares.

A inter­ve­nçom de Ote­lo foi pre­ce­di­da polas pala­vras dos pro­fes­so­res Xosé Maria do Barro e Ber­nar­do Maiz, bem como o pre­si­den­te da enti­da­de orga­ni­za­do­ra do ato, o conhe­ci­do can­tor ferro­lano Mano­lo Bacalhau.

Depois da alo­cuçom do revo­lu­cio­ná­rio por­tu­guês, que rece­beu umha pro­lon­ga­da ovaçom do públi­co assis­ten­te, abriu-se umha roda­da de inter­ve­nçons, na qual as pes­soas pre­sen­tes figé­rom per­gun­tas e Ote­lo expli­cou por­me­no­res sobre a revo­luçom do 25 de Abril.

Final­men­te, a can­to­ra ferro­la­na Maria Manue­la inter­pre­tou várias músi­cas revo­lu­cio­ná­rias por­tu­gue­se­sas e popu­la­res gale­gas, con­cluin­do o even­to com todas as pes­soas pre­sen­tes a can­tar Grân­do­la, Vila Morena.

Pos­te­rior­men­te, Ote­lo pre­si­diu umha ceia num res­tau­ran­te de Seran­tes, jun­to a um gru­po de gale­gos e gale­gas que agra­de­cê­rom, tal como salien­tou o pre­si­den­te de Lefre de Cal­de­re­ta, a pre­se­nça de Ote­lo, que con­tra­ria­men­te ao que fam outros vul­tos liga­dos à ofi­ci­li­da­de, se recu­sou a cobrar qual­quer quan­ti­da­de pola sua par­ti­ci­paçom no emo­cio­nan­te ato de Ferrol.

O Diá­rio Liber­da­de esti­vo ali e espe­ra poder ofe­re­cer, nos pró­xi­mos dias, o áudio e umha ampla repor­ta­gem foto­grá­fi­ca do even­to: umha home­na­gem à revo­luçom por­tu­gue­sa à qual ade­ri­mos com todo o entusiasmo.

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Fotos: Diá­rio Liberdade.

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