Mafia poli­cial rela­cio­na­da com a pros­ti­tuiçom em Lugo supera a ante­rio­res escân­da­los de corru­pçom por Dia­rio Liber­da­de

Gali­za­li­vre ‑A começos des­te 200210_apertomês saia em liber­da­de o gine­có­lo­go lugués acu­sa­do de pra­ti­car abor­tos sem con­sen­ti­men­to a mulhe­res da tra­ma de escra­vi­dom sexual des­ta­pa­da na pro­vin­cia de Lugo a finais do pas­sa­do ano.

O acu­sa­do de 62 anos, do que em nenhum momen­to trans­cen­deu a sua iden­ti­da­de, é umha das mais de trin­ta pes­soas deti­das na que resul­tou ser a maior ope­raçom des­te tipo nos últi­mos tem­pos. Os res­pon­sá­veis da tra­ma mos­tra­rom ter gran­de capa­ci­da­de orga­ni­za­ti­va, todo um dis­pos­si­ti­vo cen­tra­do no ocul­ta­men­to das evi­den­cias legais fun­cio­na­va de jei­to sin­cro­ni­za­do, des­de os casa­men­tos amanha­dos, cum­pli­ci­da­des nos regis­tros e até o dis­pos­si­ti­vo médi­co sina­la­do, ante o qual as mulhe­res eram con­du­zi­das polos “chu­los” enca­rre­ga­dos da sua explo­raçom.

A corru­pçom mais visí­vel

O escan­da­lo des­ta­pa­do vem a ser a pun­ta do ice­berg do bem assen­ta­do e ren­dí­vel nego­cio da pros­ti­tuiçom na Gali­za. Só des­ta manei­ra é pos­si­vel expli­car a rápi­da recon­truçom de toda a infra­es­tru­tu­ra da escra­vi­dom que a rede criou des­de o ano 2004, data na que umha outra ope­raçom poli­cial des­ta­pa­ra umha outra rede em Lugo, da qual o máxi­mo res­pon­sá­vel se deu à fuga sem final­men­te cum­prir sançom penal.

Des­ta vol­ta os sumá­rios aber­tos sina­lam que o núme­ro de impli­ca­dos se esten­de coma man­cha de oleo em agua; um dos donos dum local pre­cin­ta­do era fun­cio­ná­rio em exce­dên­cia da câma­ra muni­ci­pal de Lugo, outro era mem­bro do cor­po da polí­cia espanho­la. Para além da corru­pçom pre­via ao suces­so, há que des­ta­car o ope­ra­ti­vi­da­de de mani­pu­laçom legal pos­te­rior à inves­ti­gaçom judi­cial. Des­de a pri­mei­ra ins­truçom do caso, tenhem des­sa­pa­re­ci­do arqui­vos do sumá­rio por supos­tos erros infor­mái­cos, hou­vo incum­pri­men­to da pre­cin­ta­gem dos locais de alter­ne e mes­mo suce­de­rom enfron­ta­men­tos em depen­dên­cais judi­ciais entre “Guar­dias civi­les” encau­sa­dos e “agen­tes do regi­me interno de Madrid”. Em relaçom com isto, o poder mediá­ti­co enca­rre­ga-se tam­bém de con­fi­gu­rar sim­bó­li­ca­men­te a ima­gem do polí­cia mau, corrom­pi­do e des­pres­ti­gia­do, que é à fim corre­gi­do e re-edu­ca­do por homo­lo­gos envia­dos des­de Madrid para res­ti­tuir umha ordem que nom impi­de o fun­cio­na­men­to dum regi­mem de corru­pçom de bai­xa inten­si­da­de como podem ser o tra­fi­co de influên­cias, abu­sos de poder, etc

Cum­pli­ci­da­de, perio­di­ci­da­de, nor­ma­li­da­de

Cada um dos três ter­mos ante­rio­res pro­lon­ga-se no tem­po ante a ausên­cia dum deba­te públi­co em torno à exis­ten­cia da pros­ti­tuiçom e por exten­som, a umha impor­tan­te quan­ti­da­de de vul­ne­raçons dos direi­tos da mulher. As cifras de maus tra­tos e abu­sos suce­dem-se, porém os deti­dos por estes cri­mes ten­dem a cum­prir penas mui cor­tas.

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