Comu­ni­ca­do del comi­te de soli­da­ri­dad con Eus­kal Herria en Portugal

Comu­ni­ca­do da ASEH sobre a dete­nção de dois supos­tos mem­bros da ETA

Peran­te a notí­cia da pri­são, em Por­tu­gal, de dois supos­tos mem­bros da orga­ni­zação inde­pen­den­tis­ta bas­ca Eus­ka­di Ta Aska­ta­su­na (Pátria Bas­ca e Liber­da­de), a Asso­ciação de Soli­da­rie­da­de com Eus­kal Herria (ASEH) vem aler­tar para o fac­to de haver cen­te­nas de inde­pen­den­tis­tas bas­cos nas pri­sões espanho­las que foram sub­me­ti­dos a méto­dos bru­tais de tor­tu­ra. Este fac­to foi com­pro­va­do pelo Rela­tor da ONU Con­tra a Tor­tu­ra, pela Amnis­tia Inter­na­cio­nal e por mui­tas outras orga­ni­zações de Direi­tos Huma­nos. A extra­dição des­tes dois cida­dãos bas­cos con­fi­gu­ra­ria um sério ris­co para a sua inte­gri­da­de físi­ca e psi­co­ló­gi­ca. Com a pos­si­bi­li­da­de de vio­lação de direi­tos huma­nos, esta opção não pode ser senão rejeitada.

Com fac­tos ain­da por con­fir­mar, a ASEH espe­ra que não se tenha per­mi­ti­do, como acon­te­ce no Sul de Fra­nça e no País Bas­co sob admi­nis­tração fran­ce­sa, a entra­da de forças poli­ciais espanho­las. Isso con­fi­gu­ra­ria uma gra­ve vio­lação da sobe­ra­nia nacio­nal por­tu­gue­sa e uma maior sub­mis­são à estra­té­gia repres­si­va do Esta­do espanhol, depois do acor­do entre os dois paí­ses para per­mi­tir o tra­balho de deze­nas de polí­cias espanhóis no nos­so território.

A ASEH denun­cia tam­bém o des­apa­re­ci­men­to, há qua­se nove meses, de Jon Anza, no Esta­do fran­cês, em cir­cuns­tân­cias ain­da por escla­re­cer mas que fazem pre­ver o regres­so ao terro­ris­mo do Esta­do espanhol sobre inde­pen­den­tis­tas bas­cos. Duran­te os anos 80, sob o governo de Feli­pe Gon­zá­lez, deze­nas de cida­dãos bas­cos foram assas­si­na­dos por para­mi­li­ta­res a sol­do do Esta­do espanhol.

No pas­sa­do dia 2 de Janei­ro, ape­sar da ameaça de proibição, cer­ca de 50 mil pes­soas mani­fes­ta­ram-se em Bil­bau pelo fim da repres­são con­tra os pre­sos polí­ti­cos bas­cos e pela demo­cra­cia no País Bas­co. Nela par­ti­ci­pa­ram vários par­ti­dos e sin­di­ca­tos. A situação que se vive é lar­ga­men­te igno­ra­da pelos meios de comu­ni­cação social. A repres­são não se aba­te ape­nas sobre mili­tan­tes da ETA. O Esta­do espanhol ile­ga­li­zou deze­nas de par­ti­dos, fechou jor­nais e rádios, proibiu orga­ni­zações juve­nis e proíbe manifestações.

Con­si­de­ra­mos que deve ser reconhe­ci­do ao povo bas­co o direi­to à auto­de­ter­mi­nação. Cada povo deve poder deci­dir o seu pró­prio futu­ro. Este é um direi­to reconhe­ci­do pelas Nações Uni­das e igno­ra­do pelos Esta­dos espanhol e francês.


Asso­ciação de Soli­da­rie­da­de com Eus­kal Herria

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